reporte

reporte

Do francês reporter (trasladar, transportar), é o vocábulo usado na linguagem correntia, como termo técnico dos negócios de Bolsas e de assuntos financeiros.

No sentido empregado nas Bolsas, reporte entende-se propriamente a operação que se traspassa com o intuito especulativo, seja na alta ou na baixa.

E na técnica propriamente financeira é a transferência de valores.

Desse modo, reporte exprime: Reporte. Na terminologia das Bolsas reporte é o traspasse de um contrato de compra e venda de títulos, condicionado a novo contrato de compra e venda de títulos da mesma natureza.

Objetiva-se tanto numa especulação do comprador, como na do vendedor. O comprador, quando o promove, especula na alta. E o vendedor, na baixa.

Em relação ao comprador, o reporte indica-se a operação que promove para conseguir o numerário necessário ao pagamento dos títulos ou mercadorias adquiridos, deixando-os sob caução ou penhor do capitalista e se comprometendo em revendê-los dentro de certo prazo, a fim de que cumpra a obrigação firmada no financiamento.

A nova venda feita pelo comprador originário, que especula na alta, permitirá atingir o intuito especulativo dele, ao mesmo tempo que se fornecerá do dinheiro para resgatar seu débito.

Quando é o vendedor que realiza o reporte, este se entende a operação pela qual, necessitando de títulos ou mercadorias, cuja entrega não pode fazer a quem os tem vendido, contrata com outrem, banqueiro ou comerciante, para que os entregue, ao mesmo tempo que firma com ele um contrato de compra e venda a termo de títulos ou mercadorias da mesma espécie, com o qual pretende liquidar a primitiva operação.

A intenção do vendedor, como se vê, é jogar ou especular na baixa, para que, adquirindo os títulos ou mercadorias por preços inferiores, obtenha o seu lucro.

O reporte, como se verifica, tem sentido diverso do deporte, denominação também atribuída a certa modalidade de operação da Bolsa.

Vide: Deporte.

Reporte. Na linguagem financeira, exprime a operação pela qual se transferem os saldos dos créditos inscritos no orçamento anterior para que figurem no exercício seguinte.

É, portanto, a transferência da verba orçamentária não consumida em todo, para que seja aproveitada ou usada em outro exercício.