neurose

neurose

Do grego neuros (nervo ou relativo a nervos), genericamente designa doença caracterizada por perturbação das funções orgânicas, sem lesão aparente e que se supõe ter sua sede no sistema nervoso (Cândido de Figueiredo).

Na linguagem técnica, porém, distingue toda perturbação da personalidade, decorrente do conflito entre instintos, impulsos e sentimentos, de um lado, e, do outro, a influência e os padrões éticos da conduta: o homem primitivo contra o homem civilizado. Exterioriza-se através de sintomas, numerosos e variados, que traduzem intenso sofrimento (fobias, ideias fixas, ideias obsessivas, compulsões etc.).

Segundo Adler, discípulo dissidente de Freud, o neurótico nada mais seria que um frustrado, por não haver podido solucionar os três grandes problemas vitais: profissional (vencer na sua profissão), social (impor-se ao meio em que vive), sexual (afirmar-se normalmente no sexo). Distingue-se da psicose (loucura na linguagem vulgar), porque na neurose o indivíduo não perde a noção do real, esforça-se por conservar os reflexos sociais, por manter-se em relação com seus semelhantes, por guardar-se dentro dos limites da vida em sociedade.