mistificação

mistificação

Derivado do francês mystifier (burlar, embair, enganar), entende-se a burla, o artifício ardiloso, a maquinação ou qualquer outra falsidade, posta em ação por uma pessoa para induzir outra a engano ou a erro.

É, assim, a fraude ou o dolo, objetivado no ato ou ação de mistificar. E esta se revela na demonstração falsa ou na apresentação ardilosa de alguma coisa, que não é a real nem a verdadeira, com o propósito de induzir alguém a fazer ou a praticar um ato sob essa ilusão.

Tecnicamente, a mistificação não se confunde com a simulação.

A mistificação é ato de uma das partes para iludir a outra.

A simulação é ato das partes contratantes posto em prática para ilusão ou prejuízo de terceiros, revelando-se, quando se apresenta num ato de mistificação, uma mistificação dos dois lados para burla de quem não tenha participado do ato simulado. A fraude, aí, é dos dois, enquanto na mistificação, propriamente, o dolo é somente do mistificador.

Na simulação, ambas as partes conhecem e estão cientes dos artifícios. Não há, pois, parte enganada, que é elementar na mistificação. Somente se é

enganado quando não se sabe a verdade, por ter sido esta oculta ou falseada. Para os simuladores nada está oculto, pois que eles próprios simularam o ato.