matriarcado

matriarcado

Formado de matriarca (a mulher, considerada como chefe ou base da família), é empregado para exprimir a organização social em que a mulher se apresenta como elemento preponderante na família, dela se derivando o parentesco, entre os quais se geraram dela, sem qualquer atenção ao pai.

A existência do matriarcado, como instituição social regular e o primeiro tipo de organização da família, é discutível.

Assentam-no, no entanto, como consequência da promiscuidade primitiva ou da união transitória, decorrentes das condições e das necessidades dos argumentos que se formavam.

Nesta razão, como bem pondera Clóvis Beviláqua, um matriarcado, em seu sentido, como um governo familial feminino, fundado na ginecocracia,

que tenha antecedido ao governo varonil, não constitui fato normal, embora seja anotado em casos esporádicos.

O matriarcado, pois, mais se definiu pelo estabelecimento do vínculo de parentesco preso à linha feminina, de que resultava a não permissão de casamento entre irmãos uterinos, permitindo-se, no entanto, entre irmãos consanguíneos, conforme se anota da legislação de SOLON.