luva

luva

Do gótico lofa (palma da mão). O documento mais antigo com a grafia luva é do século XI, em espanhol. Em português, era luua, depois, virou luva (século XV). Em espanhol, luva não permaneceu, pois a luva é, atualmente, el guante. Mas existe, também, em espanhol, la lúa, espécie de luva, sem separações para os dedos, usada na cavalaria para limpeza. É interessante que a palavra luva, do espanhol do século XI, se originou de lua (sem acento) que se usava, em espanhol ainda mais antigo, com igual significado. É geralmente empregado para designar a peça do vestuário, que serve para cobrir as mãos.

Mas, na terminologia jurídica, luvas entendem-se as gratificações ou compensações em dinheiro, dadas por uma pessoa a outra, para que consiga desta um serviço ou dela obtenha uma preferência.

É o dinheiro que se leva, para conseguir ou dar preferência sobre uma coisa, ou sobre um negócio.

Vê-se sua prática nos contratos de locação ou aluguel, indicando-se neles a bonificação em dinheiro, além do preço do aluguel, para que se tenha a preferência ou primazia na locação do prédio ou da casa. Na maioria dos casos, notadamente de locação, as luvas não são anotadas nos contratos, sendo pagas por fora, mediante recibo ou qualquer outra documentação.

Luvas. No plural, indicam também a recompensa que se dá como retribuição de serviço prestado, ou como incentivo.

Designam ainda o aviamento cobrado no ato da venda ou transferência de estabelecimento comercial ou industrial.