jogo

jogo

Derivado do latim jocus (divertimento, passatempo), é originalmente tomado o vocábulo para exprimir todo exercício ou atividade promovida por divertimento ou como diversão.

Neste sentido, pois, é equivalente a pugna ou torneio, instituídos como recreação e para premiar os vitoriosos ou vencedores.

Assim são os jogos olímpicos (torneios de atletismo), jogos de tênis, jogos de barras, ou quaisquer brinquedos ou folguedos, em que haja movimento e exercício físico.

Jogo. Mas, em sentido estrito, é a convenção ou contrato aleatório, em virtude do qual, expondo-se ao azar mútuo, as partes se obrigam a dar coisa ou dinheiro ao contratante, que será o ganhador, se acerta ou se se realiza o fato incerto.

Nesta convenção, o ganho de uma das partes e a perda das demais ou de uma delas dependem da habilidade do contratante ou do puro acaso, ou das duas coisas combinadas. É o contrato ou convenção da sorte, pois que nela, em regra, reside o lucro.

Embora, no jogo, as paradas ou as quantias, que fazem objeto do contrato, entendam-se apostas, estas se diferem dele.

A aposta é também contrato aleatório firmado entre partes, que sustentam ideias ou opiniões divergentes, consistente na entrega de coisa ou dinheiro àquela que estiver com a razão.

Nos jogos recreativos, sejam atléticos ou de outra espécie, aposta confunde- se com jogo, pois que se empregam, indiferentemente, um ou outro vocábulo, para designar o casamento de paradas (aposta) feito entre os contratantes que opinam diferentemente quanto ao resultado dos mesmos.

Nas corridas de animais ou de automóveis, jogam-se ou se apostam nos vencedores. Neste caso, os vocábulos aposta ou jogo se equivalem.

Mas, aí, distinguem-se as palavras: a aposta, quando em jogo, é a convenção fundada num jogo que tem um divertimento ou uma diversão, tais como a pugna, o torneio, as corridas de cavalos ou de veículos.

Nos demais casos, a convenção é de jogo, em que se funda o compromisso de pagar certa quantia. No jogo, em regra, a prestação a ser dada é sempre representada em dinheiro.

Os jogos não se entendem atos jurídicos, isto é, não recebem sanção legal. Há mesmo jogos proibidos: os jogos de azar. Mas assim se compreendem os jogos como convenções, não os que se mostram diversões ou passatempos atléticos.

Desta forma, os jogos entendem-se diversivos ou de azar.

Jogo. Em linguagem vulgar e de negócios, é o vocábulo empregado para exprimir coleção ou indicar um conjunto de coisas móveis, ou mesmo imóveis.

Assim se diz jogo de cadeiras (para assento), jogo de pratos, jogo de talheres ou jogo de casas. É, como se vê, série de coisas que forma um todo ou uma coleção.

Neste mesmo sentido, em comércio, notadamente na técnica da contabilidade, diz-se jogo de letras para indicar a soma ou total de vias ou exemplares de uma letra de câmbio, representando um só negócio. Assim se diz um jogo de três ou quatro letras, desde que delas se passaram três ou quatro vias. É muito comum nas cambiais.

Em cada uma das vias se mencionará esta circunstância, dizendo-se por esta primeira via, não o tendo feito pela segunda e terceira.

Paga uma das vias, está cumprida a obrigação, restando as demais sem qualquer valor ou força para serem exigidas.

Tem mais acepções, que se podem ver num dicionário de maior porte.