honesto

honesto

Do latim honestus (probo, decente, recomendável), assim se diz de tudo que é feito (ações, obras) ou demonstrado (sentimentos), em respeito à ordem geral e na conformidade das leis, da verdade e da virtude.

É vocábulo qualificativo dos bons procedimentos ou dos costumes e hábitos que vêm segundo a moral.

Em relação à mulher, diz-se honesta pelo seu recato, por seus atos de decência, em oposição à mulher pública, que se diz, também, prostituta.

Honeste vivere é um dos preceitos jurídicos (juris praecepta), que se apresenta ao lado do neminem laedere e suum cuique tribuere para mostrar que nem somente é preciso não ofender o alheio, como dar a cada um o que é seu, mas respeitar o que é determinado pela moral, onde a honestidade tem sua guarida.

O honesto e o legal, por vezes, distanciam-se. É do aforismo: Honesta non sunt omnia, quae licent (nem tudo que é lícito é honesto). Assinala-se, aí, a separação entre o Direito e a Moral.

Desse modo, em certas vezes, mesmo o que se reputa honesto, não pode ser pedido honestamente: Honeste quaedam accipitur, quae non honeste petitur.

Honesto. Figuradamente, é o vocábulo empregado na acepção de razoável, acomodado ou conveniente.

Preço honesto: é o preço razoável, suficiente.

Motivos honestos: justos, ponderáveis, razoáveis. Honestas condições: razoáveis e honrosas.