Caído, estado de

Caído, estado de (alem. Verfallenheit). Com este termo designa Heidegger a caída do 'ser aí' "de si mesmo em si mesmo, na falta de base e o 'não ser' da quotidianidade imprópria" [o 'estado de movimento' do 'ser aí' no seu ser peculiar!... "A caída não se limita a ser uma determinação existenciária do 'ser em o mundo'... torna patente a par o carácter de 'estado de movimento' e 'jecção' do 'estado de jecto', que no encontrar-se do 'ser aí' pode impor-se-lhe a este mesmo." O estado de C. é aquele em que "voa o 'ser aí' a um estranhamento em que se lhe oculta o mais peculiar 'poder ser'" [que é a morte] e abandona-se ao 'estado de aberto', a quotidiana forma de ser "caracterizada pelos falatórios (veja ?falatorios), a avidez de novidades (veja ?avidez de novidades) e a ambiguidade (veja ?ambiguidade)" (Sein und Zeit, § 38; trad. esp.: El ser y el tiempo, México, 1962, F. C. E.).