Atlântida
Atlântida (gr.
; ingl. Atlantis; franc. Atlantide; alem. Atlantis; ital. Atlantide). Segundo o Timeu de Platão, um sacerdote da deusa egípcia Sais havia narrado a Sólon a história da ilha A., situada para lá das Colunas de Hércules; é uma história que se refere ao período precedente ao dilúvio universal. Nesta ilha havia uma grande monarquia, que dominava toda a Líbia até ao Egipto, e na Europa até à Etrúria. Esta monarquia tentou vencer e escravizar também o que então era a cidade de Atenas, que combateu por si mesma e logrou triunfar sobre os invasores e assegurar a liberdade aos que habitavam aquém das Colunas de Hércules. Mais tarde a Atlântida submergiu no mar e desapareceu, tornando impraticável e inexplorável o mar no qual se achava situada (Tim., 24 ss.).
A Nova A. é uma obra póstuma de Bacon, publicada em 1627 (The new Atlantis; trad. esp.: Nueva Atlántida, em Utopías del Renacimiento, México, 1941, F. C. E.). É a descrição de uma sociedade na qual a ciência, posta ao serviço das necessidades humanas, descobriu ou vai descobrindo as técnicas que farão do homem o dono do universo. A Nova A. é, portanto, um paraíso da técnica, onde se levam a cabo as invenções e as investigações de todo o mundo; tem o aspecto de um enorme laboratório experimental cujos habitantes tentam "estender os confins do império humano a tudo o que é possível". Os númenes tutelares da ilha são os grandes inventores de todos os países e as relíquias sagradas são os exemplares de todas as mais raras e importantes invenções.