Apatia

Apatia (gr. \alpha\pi\acute{\alpha}\theta\varepsilon\iota\alpha ; ingl. apathy; franc. apathie; alem. Apathie). O termo significa, propriamente, insensibilidade, mas o uso filosófico antigo aplicou-o ao ideal moral dos cínicos e dos estoicos, ou seja, a indiferença para com todas as emoções e o desprezo por elas; indiferença e desprezo alcançados mediante o exercício da virtude. Nesse sentido, segundo o qual a insensibilidade não é um dote congénito e natural, mas um ideal de vida difícil de alcançar, os cínicos e os estoicos viram na A. a própria felicidade (Dióg. L., VI, 1, 8-11). Kant viu na A. um ideal nobre, mas acrescentou que a natureza foi sábia ao dar ao homem a simpatia, para guiá-lo provisoriamente e antes que a razão alcançasse sua madurez nele, como uma ajuda ou apoio sensível à lei moral e como um sucedâneo temporal da razão (Antr., § 75). A idade moderna e contemporânea, apesar da grande sugestão que a ética estoica sempre exerceu nela, não é favorável ao ideal da A., visto que tende a reconhecer o valor positivo das emoções e a evitar, portanto, a condenação sumária e total das mesmas, incluída na noção de apatia. Veja emoção ?emocao.