Animismo
Animismo (ingl. animism; franc. animisme; alem. Animismus). Termo usado por Tylor (Primitive Culture, I, 1934, pp. 428-29) para indicar a crença, difundida entre os povos primitivos, de que todas as coisas naturais se acham animadas; é dizer, a tendência a explicar os acontecimentos pela ação de forças ou princípios animados. Tylor viu, no animismo assim entendido, a forma primitiva da metafísica e da religião. Esta doutrina partia do suposto de que a primeira e fundamental preocupação do homem primitivo era a de explicar de algum modo os factos que o rodeavam. A observação sociológica demonstrou, não obstante, que não é assim e que o primitivo se acha interessado sobretudo pela caça, a pesca, os factos e festividades da tribo e que ligado com estes interesses está não o A., mas antes a magia (veja ?magia). A doutrina que sustém que a atitude mágica deu nascimento à religião e que, assim mesmo, constitui o eixo da cultura primitiva, foi denominada preanimismo (acerca do exposto, cf. Marett, The Threshold of Religion, 1909; J. G. Frazer, The Golden Bough, 1911-1914; trad. esp. [da ed. abrev. pelo autor]: La rama dorada, México, 1951, F. C. E.; Malinowski, Magic Science and Religion, 1925).