Adivinhação
Adivinhação (gr. manteia; lat. divinatio; ingl. divination; franc. divination; alem. Wahrsagung; ital. divinazione). A profecia do futuro fundada na ordem necessária do mundo. Foi admitida pelos estoicos que a consideravam, mais bem, como uma prova da existência do destino. Com efeito, Crisipo afirmava que as profecias dos adivinhos não seriam verdadeiras se todas as coisas não estivessem dominadas pelo destino (Eusébio, Praep. Ev., IV, 3, 136). De análoga maneira, para Plotino, a A. é possível devido à ordem total do universo, graças à qual cada coisa do universo pode ser tomada como signo das demais; e em particular os astros são como cartas escritas no céu que, ainda que cumprem outras funções, também têm a de predizer o porvir (Enn., II, 3, 7). A A. fundada no determinismo astrológico foi admitida pelos filósofos árabes, especialmente por Avicena, e deles passou a alguns dos nossos aristotélicos renascentistas, Pomponazzi, por exemplo (De incantationibus, 10).